A história de Santa Quitéria remonta ao século V e mistura belas tradições da Península Ibérica. Ela nasceu como uma das nove filhas gêmeas de um governador pagão romano. Sua mãe, assustada com o nascimento múltiplo, ordenou que uma criada afogasse os bebês no rio. A criada, que era cristã, desobedeceu à ordem e entregou as crianças a famílias piedosas, que criaram Quitéria e suas irmãs na fé em Jesus Cristo.
Anos mais tarde, o segredo foi descoberto e o próprio pai reconheceu Quitéria. Ao notar a nobreza e a beleza da jovem, ele tentou forçá-la a se casar com um nobre pagão e a abandonar o cristianismo. Firme em seu voto de castidade e dedicação total a Deus, a jovem recusou a oferta, enfrentou a fúria da corte e fugiu do palácio real para viver como uma eremita nas montanhas.
Os soldados do pai rastrearam o seu esconderijo e receberam ordens expressas para trazê-la de volta ou executá-la. Diante da recusa final de Quitéria em renegar sua fé, ela foi decapitada no local. A tradição conta que sua coragem impressionou profundamente as pessoas da região, espalhando uma rápida devoção à jovem mártir protetora contra o mal e as divisões familiares.
O Que Ela Protege
Santa Quitéria é tradicionalmente invocada como a protetora contra a raiva (hidrofobia), tanto em seres humanos quanto em animais domésticos. Ela é a intercessora das pessoas que sofrem com distúrbios mentais, crises de pânico, ansiedade e depressão, trazendo calmaria à mente. Pela sua história familiar dramática, ela também é uma forte advogada para resolver conflitos graves entre pais e filhos e para dar coragem aos jovens que são pressionados a agir contra a própria consciência moral.
A Jornada de Fé
A tradição conta que Quitéria era filha de Lúcio Caio Calpúrnio Catílio, um governador romano pagão de Braga (Portugal), e de sua esposa Calpúrnia. Em um parto múltiplo impressionante, Calpúrnia deu à luz nove meninas de uma só vez. Assustada e temendo ser acusada de infidelidade, a mãe ordenou que a parteira afogasse os bebês no rio. A parteira, que era cristã, desobedeceu e entregou as meninas a famílias católicas que as criaram na fé.
Quitéria cresceu em beleza, graça e profunda oração. Juntamente com suas irmãs (entre as quais se destaca Santa Librada ou Liberata), ela fez um voto secreto de virgindade e consagração total a Jesus. Quando o governador descobriu a existência das filhas e que elas eram cristãs, tentou trazê-las de volta ao palácio, oferecendo casamentos nobres e uma vida de luxo, desde que elas renunciassem a Cristo.
Quitéria recusou categoricamente. Para escapar do casamento forçado com o nobre pagão Germano, ela fugiu disfarçada e refugiou-se nas montanhas. O pai, furioso, enviou soldados para caçá-la. Ela foi encontrada em Aire-sur-l’Adour, na França. Diante do tribunal, o próprio pai (ou um de seus oficiais, segundo algumas versões) ordenou a sua execução. Santa Quitéria foi decapitada no ano de 135 d.C. Diz a impressionante lenda que, ao ser golpeada, ela caminhou segurando a própria cabeça nas mãos até o local onde desejava ser sepultada, gerando a conversão instantânea de centenas de testemunhas.
Virtudes para Imitar
- Fidelidade aos Votos: Manter a nossa palavra e o nosso compromisso com Deus acima de qualquer promessa de riqueza, conforto ou facilidade material.
- Coragem na Solidão: Ter a força de caminhar “contra a correnteza” do mundo, mesmo se as pessoas mais próximas ou da nossa própria família não compreenderem as nossas escolhas de fé.
- Pureza de Intenção: Buscar agradar unicamente a Deus em cada atitude, guardando o coração limpo de vaidades e ressentimentos.